Nascimento de patos-mergulhões na Serra da Canastra Imprimir


Conhecer mais sobre aspectos da biologia e do comportamento do pato-mergulhão. Estes são alguns dos objetivos da nova campanha de captura e marcação da espécie realizada entre os dias 7 e 10 de outubro na região da Serra da Canastra pelos pesquisadores do Instituto Terra Brasilis.
Durante a campanha, foram capturados e anilhados dez indivíduos, dos quais dois foram marcados com rádios transmissores para posteriormente serem monitorados. Além disso, foram coletadas amostras de sangue para análise genética e realizados os procedimentos padrão, como pesagem, sexagem e avaliação das condições dos indivíduos.
“A campanha de captura e marcação é realizada anualmente, desde 2008, pelo Terra Brasilis, o que tem possibilitado o acúmulo de dados sobre a biologia do pato-mergulhão, contribuindo também com os estudos de genética que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie”, explica Lívia Lins, coordenadora do Programa Pato-mergulhão.

Na temporada reprodutiva de 2015, o Instituto Terra Brasilis acompanhou todo o período reprodutivo e o nascimento de 11 filhotes

Pesquisadores do Instituto Terra Brasilis, monitoraram e acompanharam o nascimento de 11 filhotes de pato-mergulhão. Como parte dos estudos biológicos sobre a espécie, durante todo o período reprodutivo, que se estende entre os meses de maio a setembro, os biólogos fazem o monitoramento de ninhos na região.

Ao todo, a equipe de pesquisadores monitorou três ninhos em atividade: um desde a fase de postura dos ovos e outros dois durante a incubação. Um dos ninhos foi construído em local instável em um barranco e acabou desabando, resultando na perda de todos os ovos.

Nesta temporada reprodutiva, os biólogos mediram e pesaram os ovos nos ninhos e pela primeira vez monitoraram a umidade e temperatura de incubação dos ovos. “Os dados inéditos coletados durante este monitoramento, além de contribuírem para aumentar os conhecimentos biológicos da espécie, também vão subsidiar ações para o programa de cativeiro do pato-mergulhão”, explica Flávia Ribeiro, bióloga do projeto Pato Aqui, Água Acolá.

 mosaico ninho