ATIVIDADES REALIZADAS NA PRIMEIRA FASE

Atividades capturaNo biênio 2010-2012 o projeto contemplou diversas ações para a conservação do pato-mergulhão, dentro de três linhas de atuação (pesquisa biológica, educação ambiental e recuperação ambiental).

A pesquisa biológica é uma das principais linhas de atuação do projeto, já que para a conservação de uma espécie é necessário ter um conhecimento mínimo sobre a sua biologia, que em geral é conseguido por meio de estudos de longo prazo. Este conhecimento irá permitir o estabelecimento de ações de manejo para sua conservação.
Ao longo dos dois anos de execução do projeto foi possível a elaboração de um novo mapa de ocorrência da espécie na região incluindo 17 novos territórios a partir dos levantamentos realizados em 324 km de rios da região, aumentando, significativamente, o conhecimento sobre a sua distribuição na região; o estudo do comportamento reprodutivo do pato-mergulhão resultou no registro de 9 ninhos da espécie, sendo 6 novos ninhos e 3 já conhecidos, com registro de cerca de 50 ovos e 30 filhotes; dando continuidade ao programa de marcação, essencial para o conhecimento sobre aspectos da territorialidade, uso do hábitat e comportamento da espécie, foram capturados e anilhados 16 indivíduos (7 jovens; 5 adultos; 4 recapturas), dos quais 6 foram marcados com rádios transmissores, e posteriormente monitorados. Amostras de sangue foram coletadas para análise genética, permitindo um grande avanço no conhecimento biológico da espécie. Estas informações foram apresentadas à comunidade científica por meio de duas apresentações de congresso e a publicação de dois artigos científicos, contribuindo também, para o avanço nas discussões sobre a conservação de espécies ameaçadas de uma forma geral.

A educação ambiental é a ferramenta pela qual podemos sensibilizar as pessoas sobre a importância da conservação do ambiente natural e da biodiversidade a ele associada. O primeiro biênio do projeto contribuiu sobremaneira para esta sensibilização, capacitando e mobilizando um total de 3559 pessoas, entre professores, crianças, jovens, representantes de instituições e produtores rurais.

Foto-Pato-1---SiteAs ações de educação ambiental foram importantes ao incentivar à proteção do habitat do pato-mergulhão, consolidando conceitos de boas práticas, buscando mudanças de comportamento e procurando manter o orgulho da comunidade por abrigar e oferecer condições de sobrevivência a uma espécie tão rara. O argumento central foi o reconhecimento de que tanto o pato-mergulhão quanto a comunidade necessitam de água limpa para sua sobrevivência.

Para tanto uma série de ações foram realizadas, entre elas os circuitos de palestras "Ambiente Sustentável" e "Café com Prosa", que buscaram sensibilizar educadores e produtores rurais dos 12 municípios de abrangência do projeto (localizados nos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra e seus arredores) quanto às questões ambientais, levando informações sobre o uso sustentável dos recursos naturais e as boas práticas no uso do solo, divulgando a ocorrência da espécie na região, suas características e as ações do projeto.

Também foram realizadas uma série de oficinas nas escolas abordando diferentes temáticas ambientais, além da veiculação de programas radiofônicos voltados aos produtores rurais, visitas monitoradas de alunos e produtores rurais aos experimentos de recuperação de áreas ciliares e palestras com a comunidade e o poder público.

O trabalho de recuperação de áreas ciliares foi realizado diretamente junto aos produtores rurais da região, testando quatro metodologias de recuperação (3 áreas de plantio de mudas, 3 áreas de semeadura direta, 3 áreas de sistema agroflorestal e 5 áreas de regeneração natural), protegendo 20 nascentes e instalando bebedouros e corredores de passagem para o gado em 3 propriedades diferentes, totalizando cerca de 20 hectares dentre áreas ciliares e nascentes protegidas e em processo de recuperação. O foco principal destas ações é a preservação e a recuperação do habitat do pato-mergulhão, em parceria com os produtores rurais.

Fonte: Instituto Terra Brasilis
 

      


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