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logo serra da canastra

Pato-mergulhão torna-se símbolo do Parque Nacional da Serra da Canastra

08/11/2018

O pato mergulhão, ave criticamente ameaçada de extinção, foi escolhido para compor a nova logomarca do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais. Essa região é uma importante área para a sua conservação, pois abriga mais da metade de todos os patos-mergulhões conhecidos. A espécie é considerada um indicador da qualidade ambiental e foi reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como símbolo das águas brasileiras.

Para a criação da logomarca, o Conselho Consultivo do Parque realizou uma campanha com alunos de escolas públicas dos municípios abrangidos pelo Parque. Os dez melhores desenhos foram escolhidos para inspirar a logomarca.

Além do pato-mergulhão, a Cachoeira Casca D’anta, maior queda do rio São Francisco, com 186 metros de altura, também está representada na nova marca. As cores do desenho remetem ao padrão de coloração do pato mergulhão e às nuances de cores da Serra da Canastra em diferentes estações do ano.

O Terra Brasilis realiza o Projeto Pato Aqui, Água Acolá, patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, para promover a conservação do pato-mergulhão e da boa qualidade da água na região da Serra da Canastra.

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patos gambarini

Publicação científica sobre a ecologia reprodutiva do pato-mergulhão

16/10/2018

Artigo publicado reúne dados de 12 anos de pesquisa sobre a espécie

Acaba de ser publicado um artigo sobre a ecologia reprodutiva do pato-mergulhão na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, de autoria das biólogas Flávia Ribeiro e Lívia Lins, do Instituto Terra Brasilis e do professor Flávio Rodrigues, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O artigo, publicado pela renomada revista científica Waterbirds, especializada em aves aquáticas, traz parâmetros reprodutivos inéditos sobre o pato-mergulhão, a partir de dados coletados na região do Parque Nacional da Serra da Canastra. São apresentados dados de tamanho da ovipostura, temperatura e umidade de incubação dos ovos, sucesso reprodutivo, predação de ninhos, entre outros. “Muitos dos dados apresentados nesse estudo são fundamentais para subsidiar ações efetivas de conservação da espécie, incluindo a reprodução em cativeiro”, destaca Flávia Ribeiro.

Esse artigo é resultante da dissertação de mestrado ‘Biologia reprodutiva do pato-mergulhão Mergus octosetaceus na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil’ apresentada por Flávia Ribeiro ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Os dados para essa pesquisa foram coletados pela equipe do Projeto Pato Aqui, Água Acolá que é realizado pelo Instituto Terra Brasilis com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Referência:
Reproductive Ecology of the Brazilian Merganser (Mergus octosetaceus) in Serra da Canastra National Park and Adjacent Areas, Minas Gerais, Brazil
Flávia Ribeiro, Lívia Vanucci Lins e Flávio Henrique Guimarães Rodrigues
Waterbirds 2018, Vol. 41, No. 3: 238-246.

Link para acessar a publicação: http://www.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/images/abook/pdf/2018/Brazilian%20Merganser%20Breeding%20Ecology.pdf

Foto: Adriano Gambarini

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filhotes 2018

Filhotes de pato-mergulhão nascem na Serra da Canastra

Pesquisadores do Terra Brasilis acompanham o nascimento de 10 filhotes da espécie que está ameaçada de extinção

19/07/2018

Há 16 anos o Terra Brasilis registrava o primeiro ninho de pato-mergulhão no Brasil. E desde então vem acumulando dados sobre a biologia reprodutiva do pato-mergulhão, como o tamanho da postura, tempo de incubação, sobrevivência dos filhotes, entre outros aspectos, que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie.

Estes esforços contínuos de monitoramento da espécie continuam gerando resultados. Neste mês de julho, a equipe do projeto Pato Aqui, Água Acolá, realizado pelo Terra Brasilis, acompanhou o nascimento de 10 filhotes de pato-mergulhão na região da Serra da Canastra, Minas Gerais, em dois ninhos diferentes. Os pesquisadores localizaram e monitoraram os ninhos durante todo o período de incubação até o nascimento dos filhotes. A espécie tem seu período de reprodução entre os meses de maio e julho.

O pato-mergulhão é uma ave aquática rara e criticamente ameaçada de extinção, hoje só encontrada no Brasil. É estimada a existência de apenas 250 indivíduos dessa espécie. A região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, abriga a maior população conhecida desta espécie.

Por ser muito exigente em relação à qualidade ambiental, essa ave vive somente em rios de águas limpas e transparentes, com corredeiras e abundância de peixes, seu principal alimento. Cada casal ocupa cerca de doze quilômetros de rio, onde faz seu ninho em buracos nos barrancos ou nos ocos de árvores na beira do rio.

O projeto Pato Aqui, Água Acolá é realizado pelo Instituto Terra Brasilis, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e vem desenvolvendo numerosas ações para garantir a conservação do pato-mergulhão e dos recursos hídricos na região da Serra da Canastra.

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