Desenvolvimento sustentável e o ecoturismo em Unidades de Conservação: discussões sobre o Parque Estadual do Jalapão (TO)

Português
Revista Brasileira de Ecoturismo
São Paulo
2016
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Descrição

Revista Brasileira de Ecoturismo, São Paulo, v.8, n.5, nov – 2015/jan – 2016

Resumo

A utilização sustentável dos recursos naturais consolidou-se como um dos maiores problemas da atualidade, gerando embates e debates desde a escala local até à global, sendo este o maior desafio do terceiro milênio. Entre os mecanismos encontrados para a proteção do patrimônio natural está a criação de Unidades de Conservação da Natureza, cujo manejo divide-se em doze categorias, entre essas o Parque destaca-se como a categoria mais procurada por visitantes. Assim, constitui objetivo do presente artigo discutir a utilização do Parque Estadual do Jalapão (PEJ), para a recreação, práticas de aventura e ecoturismo, bem como a forma que tais atividades têm ocorrido. Ao longo dos 14 anos de criação, o PEJ tem experimentado um vertiginoso crescimento na visitação pública, ao ponto que transcendeu do anonimato para o reconhecimento no âmbito nacional e internacional, servindo de cenário para realização de reality show, eventos esportivos, documentários, reportagens e foi considerado um dos dez destinos no Brasil que fizeram o país levar o título de melhor destino de aventura 2009 pela prestigiada revista National Geographic Adventure. A metodologia deste estudo aborda a pesquisa qualitativa e em conformidade com o objetivo deste, trata-se de um estudo exploratório-descritivo. Quanto aos procedimentos técnicos, apresenta-se uma pesquisa documental, bibliográfica e de campo, esta última com entrevistas realizadas junto aos moradores locais e instituições públicas. Para coleta de dados também foi utilizado o clipping, técnica da comunicação social. Para análise, foram aplicadas técnicas qualitativas, conforme o objetivo da pesquisa e os tipos de dados coletados, tais como: análise crítica e descritiva. Como resultados principais, verificamos que a visitação pública vem ocasionando dissonâncias entre os objetivos de criação do Parque e o próprio princípio do desenvolvimento sustentável, com impactos socioambientais indesejáveis.

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