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Segundo o artigo 2 da Convenção da Diversidade Biológica, biodiversidade ou diversidade biológica significa “a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas”.

A biodiversidade é responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. Suas funções ecológicas ainda estão sendo melhor compreendidas, mas considera-se que ela seja responsável pelos processos naturais dos ecossistemas e espécies que sustentam as formas de vida e transformam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida.

Atualmente, em torno de dois milhões de espécies já foram identificadas no planeta, mas o número exato de espécies ainda é desconhecido. Estima-se que haja sobre a Terra entre cinco e 100 milhões de espécies. Só o Brasil abriga por volta de 20% dessas espécies, distribuídas em diversos ecossistemas, entre eles a Floresta Atlântica, o Cerrado, a Caatinga e a Floresta Amazônica, maior floresta tropical do mundo.

Por outro lado, o Brasil possui a maior taxa de desmatamento do mundo. Como consequência, há o aumento da erosão, o comprometimento dos cursos d’água e da qualidade do ar, a redução da biodiversidade e contribui, negativamente, para as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Segundo as listas de Espécies da Fauna e Flora Brasileiras Ameaçadas de Extinção, publicadas em 2008, 627 espécies de animais (130 de invertebrados terrestres, 16 de anfíbios, 20 de répteis, 160 de aves, 69 de mamíferos, 78 de invertebrados aquáticos e 154 de peixes) e 472 espécies de plantas correm o risco de desaparecer do país.

A biodiversidade do planeta possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Por sua tamanha importância, é preciso evitar a sua destruição. A preservação da biodiversidade exige investimentos significativos em projetos, ações de governos, organizações não-governamentais, empresas e, principalmente, necessita da conscientização e da ação de cada cidadão sobre o seu papel na conservação da biodiversidade do Brasil e de todo o planeta Terra.

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Esta iniciativa começou na forma de uma ciranda de livro, despretenciosamente organizada pela nossa colaboradora Sonia Carlos, diante do interesse e da necessidade de colocar conhecimentos e informações acessíveis a todas as pessoas que trabalham, estudam, pesquisam, visitam ou se relacionam de algum modo com as áreas protegidas e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

A ECOTECA  disponibilizará um banco de dados digital, organizado em torno de temas específicos, por vezes existentes em fontes dispersas e desconhecidas, mas que uma vez depositados no nosso banco virtual facilitará o acesso de todos que se interessam pelo assunto.

Estamos inserindo no nosso site, este link especifico para acesso à nossa biblioteca (WWW.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital), assim, o Instituto Terra Brasilis é também o seu endereço para saber de tudo que há em matéria de pesquisas aplicáveis e estudos sobre as Unidades de Conservação de Minas e do Brasil.

Estamos começando pequeninos, ainda com estantes vazias, mas com o apoio dos interessados que poderão enviar contribuições de publicações que estão acessíveis na web e outros trabalhos, desde que autorizados pelos autores, pretendemos crescer e conseguir um acervo que atinja todas as categorias de unidades de conservação. Contribua você também, enviando publicações. Contamos com o seu apoio.