Projeto Sempre-Vivas
O Projeto Sempre-vivas – Planta Viva, Gente Viva teve como objetivo buscar subsídios para o uso sustentado das espécies de sempre-vivas, que conservam o ambiente e possibilitam oportunidades de trabalho e renda para a população, levando sempre em consideração a importância social do extrativismo dessas espécies e reconhecendo o risco que as atuais práticas de exploração pelas comunidades da região de Diamantina impõem à sua perpetuação e à própria atividade.
O projeto foi realizado com o apoio do ICCAPE, Central Mãos de Minas, SEBRAE, IEF-MG, Fundação Serra do Cipó (subsidiada pelo PNUD/GEF/PPP), EMATER-MG, US Fish and Wildlife Service (USFWS) e FNMA.
Projeto Sempre-Vivas
O Projeto realizou, entre os anos de 1998 e 2001, investigações e diversas atividades de caráter participativo com a comunidade extrativista. As ações desenvolvidas constituem um programa, cujo desenvolvimento abrange várias frentes de atuação, conduzidas inter e multidisciplinariamente. Essas ações abrangem o levantamento histórico da atividade de coleta e comercialização de sempre-vivas na região de Diamantina, diagnóstico sócio-econômico da atividade de coleta e comercialização, realização de estudos bio-ecológicos e mercadológicos e oficinas de design de produtos artesanais. Também foram realizados teste de mercado dos produtos artesanais desenvolvidos, desenvolvimento de oficina piloto de produção artesanal, sensibilização das comunidades coletoras para a valorização dos recursos, organização de seminário sobre Extrativismo de Sempre-vivas no Brasil, criação de infra-estrutura, apoio na gestão e desenvolvimento de Plano de Negócios da Oficina Galheiros de Produção Artesanal, estudo ecológico de sempre-vivas ameaçadas de extinção e criação de um grupo gestor do Projeto, envolvendo a comunidade, o Instituto Terra Brasilis e outros parceiros.
As sempre-vivas
São conhecidas como sempre-vivas diversas plantas nativas das serras e cerrados que, depois de colhidas e desidratadas, não sofrem praticamente nenhuma alteração em sua forma e coloração.
A principal família de interesse comercial é a Eriocaulácea. Existem aproximadamente 1.200 espécies desta família, sendo que a América do Sul, especialmente o Brasil, constitui seu maior centro de dispersão. A ocorrência no país acontece principalmente nos estados de Goiás, Bahia e Minas Gerais. Outras famílias botânicas são: Xyridaceae, Ciperaceae e Gramineae.
As sempre-vivas são comercializadas para serem utilizadas na fabricação de artigos de decoração no Brasil e no exterior. Entretanto, a produção de sempre-vivas vem decrescendo ao longo dos anos, possivelmente devido à sua coleta predatória e as espécies mais amplamente comercializadas encontram-se hoje na lista das espécies da flora ameaçadas de extinção.
